Há tantos anos…

Orson Peter Carrara

de Matão, SP

O ideal espírita levou muitos companheiros a se dedicarem à formação de Centros Espíritas. Muitos deles foram pioneiros, outros estão abrindo fronteiras agora, mas todos tem em comum o esforço para semear a mensagem espírita. Além da luta pelo estudo e divulgação, pela assistência aos mais carentes e manutenção de uma série de atividades, houve e há também o grande labor pela conquista dos espaços materiais: os terrenos, prédios, utensílios em geral e mais ultimamente os tão importantes mecanismos de comunicação, como microfone, TV e vídeo, filmadoras, computadores, projetores e tudo mais.

É um patrimônio importante. Usamos todos esses recursos para tornar a mensagem conhecida, facilitando o trabalho. Quem discute o valor de uma sede própria, dos móveis e utensílios e demais recursos que desenvolvem todo o trabalho. Inclusive as geladeiras, freezers, fogões, cadeiras, telefones e tudo mais?

Entretanto, há algo a ponderar:

Você já parou para pensar que quando precisa de algo, uma extensão elétrica por exemplo, e não acha… alguém guardou em local diferente da última vez. Ou quando procura a chave da sala onde está o computador e alguém ficou com ela… Ou ainda, quando você ficou incumbido de abrir o Centro para aquela palestra e encontra ventiladores ligados, luzes acesas… E mais: alguém pede água para beber e o bebedouro não está abastecido; o banheiro não está limpo; o ambiente não foi preparado com antecedência…

Pois é, são situações do cotidiano de qualquer Casa Espírita. Precisamos nos preocupar com isso. Quem apaga as luzes e guarda tudo ao final de um evento? Quem arruma as cadeiras, abastece os banheiros ou guarda aqueles utensílios que não ficam à mostra e são também muito úteis?

Abordamos esta questão, nem tanto para falar da preocupação de deixar tudo em ordem para os que virão depois, mas para comentar do cuidado que precisamos ter com o patrimônio material da Casa. Foram anos de trabalho de muitas pessoas e precisamos manter tudo isto com cuidado e respeito pela luta de outros que antes de chegarmos aqui já estavam trabalhando…

Fechar torneiras, usar o telefone com economia, apagar luzes, desligar ventiladores, guardar nos lugares adequados os materiais de uso coletivo e aqueles aparelhos de uso específico, são providências que ajudam a preservar o patrimônio. Afinal, usamo-lo para desenvolver as atividades e a Casa deles precisa para cumprir sua função com mais eficiência. Já pensou em coisas jogadas, sem cuidado, entregues à desordem ou aparentando o desleixo de quem não se importa? Isto vem em prejuízo aos anos de lutas e esforços. Quanto tempo e economia não foram necessários para comprar aquela dúzia de cadeiras, o aparelho de som, etc? Pense nisso e valorize o que a Casa tem.

(Jornal Verdade e Luz Nº 184 de Maio de 2001)