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Francisco Cândido XavierRichard Simonetti Francisco Cândido Xavier personifica em seu trabalho sublime o tríplice aspecto da Doutrina Espírita: É Ciência em livros como o monumental “Parnaso de Além Túmulo”, onde dezenas de poetas desencarnados identificam-se em versos onde ressumbra seu estilo marcante e inconfundível. E cantam as glórias da vida, além das fronteiras da morte, confirmando a existência de uma ponte mediúnica entre o plano físico e o espiritual. É Filosofia, em livros como a série “Nosso Lar”, onde o Espírito André Luiz, pseudônimo de famoso médico brasileiro, faz minucioso relato do continente extrafísico, com a objetividade de quem conta o que viu, pondo abaixo o precário edifício de milenárias especulações. É Religião, em livros como “Fonte Viva”, “Pão Nosso”, “Caminho, Verdade e Vida”, “Vinha de Luz”, onde o Espírito Emmanuel, qual se usasse poderoso microscópio literário, examina a intimidade dos versículos evangélicos, ressaltando recônditas belezas. Mas, assim como ocorre com a própria Doutrina Espírita, Chico é mais Chico na consolação. São milhares de Espíritos que se manifestam pela sua psicografia, dirigindo-se a aflitos familiares, oferecendo-lhes conforto e coragem parta enfrentarem as dores da separação. Lutando contra suas imperfeições, empenhado em identificar-se aos postulados cristãos, o apóstolo Paulo proclamava, conforme está na Epístola aos Gálatas: Já não sou eu quem vive, mas o Cristo que vive em mim. Era como se Jesus estivesse vivendo a sua vida. Com isso Paulo situava-se como a própria personificação do Cristianismo. Da mesma forma diríamos que Chico Xavier personifica a consolação prometida pelo Cristo, a realizar-se na Doutrina Espírita. O trabalho do médium como arauto do Espiritismo, no desdobramento de novos conhecimentos relacionados com a vida espiritual, provavelmente encerrou-se quando ele deixou a cidade mineira de Pedro Leopoldo. Mas o Consolador, presente em todos os livros que psicografou, nas milhares de mensagens que recebeu e receberá, far-se-á presente enquanto lhe restar alento, enquanto seus dedos puderem segurar um lápis, preciosos terminais de inigualável editor de textos que jorram do infinito. [...] (Do livro “Quem tem medo dos Espíritos?”) |
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